
Marguerite Duras.
Foto: divulgação Caitlin/Pinterest
No ano do centenário da escritora Marguerite Duras, a editora francesa Gallimard publica uma série de textos inéditos da autora, morta em 1996 e que escreveu 50 romances. No final de maio, a famosa coleção Pléiade publicou os dois últimos volumes da obra completa de Marguerite Duras – ao todo, são quatro volumes. Neles estão romances famosos como O amante, além de trabalhos inacabados e trechos de obras nunca publicadas.
O primeiro volume, que reúne os trabalhos escritos entre 1974 e 1984, traz entrevistas inéditas com a escritora, inclusive uma com Raymond Queneau sobre a importância dos textos não publicados na obra de um autor. Há também o conto desconhecido “Elle nous abandonna pour les mathématiques” (“Ela nos abandonou pela matemática”, em tradução livre), em que uma mulher cega, surda e muda se isola em um mudo paralelo dominado pelos números.
A primeira e considerada perdida versão de Moderato Cantabile está presente no quarto volume, que reúne os trabalhos de 1985 a 1995. Segundo o responsável da coleção Pléiade, Gilles Philippe, essa versão é bem diferente da conhecida pelo público. O volume também resgata Theodora, que para Duras é “inacabado e inacabável”, e L’homme menti, sobre o relacionamento problemático da autora com o jornalista Gérard Jarlot.
A Gallimard também publica o inédito Le livre dit, que traz a transcrição do documentário inacabado Duras filme, dirigido por Jean Mascolo, filho de Marguerite Duras. Mascolo acompanhou a mãe durante quatro dias, enquanto ela filmava Agatha et les lectures limités. Em longos depoimentos, a escritora fala sobre sua relação com o cinema e a escrita, além da paixão por seu último marido, Yann Andrea.
(Fonte: O Globo.)

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