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Visite a exposição “Oswald de Andrade: o culpado de tudo”

A exposição fica em cartaz no Museu da Língua Portuguesa até dia 26 de fevereiro de 2012

– 28/09/2011

Em cartaz até o dia 26 de fevereiro de 2012, a nova exposição do Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/n, Centro – São Paulo, SP. Tel.: 11 3326-0775) é dedicada ao polêmico escritor Oswald de Andrade, um dos criadores da Semana de Arte Moderna. Em Oswald de Andrade: o culpado de tudo, os visitantes terão a oportunidade de conhecer profundamente o escritor. A curadoria é de José Miguel Wisnik, com a curadoria-adjunta de Cacá Machado e Vadim Nikitin, e consultoria de Carlos Augusto Calil e Jorge Schwartz. O projeto expográfico é de Pedro Mendes da Rocha.

Os ingressos custam R$ 6,00. Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública.

Para que os leitores tenham uma boa noção sobre o que irão encontrar na exposição, trancrevemos a seguir um trecho do texto escrito pela assessoria de imprensa do Museu da Língua Portuguesa.


O percurso da exposição
As paredes do segundo andar do Museu foram pintadas de branco e os tapumes que escondiam as janelas da esquerda do espaço foram retirados propositadamente. Considerando a forte relação de Oswald de Andrade com a cidade e suas questões, o projeto expográfico de Pedro Mendes da Rocha propôs um diálogo entre a exposição (espaço interno) e a cidade (espaço externo), permitindo que a paisagem urbana, contemplada pelas janelas do edifício, assuma protagonismo. À direita, o visitante contemplará o Jardim da Luz e, à esquerda, a gare da Estação da Luz.


Módulos

As Quatro Gares
Painéis ilustrados com poema e desenho retirados do poema As quatro gares introduzem o visitante às quatro fases da vida e obra de Oswald de Andrade: boemia (o pirralho sob as ordens de mamãe), vanguarda (a década da arte moderna), revolução (o homem do povo) e utopia (a retomada antropofágica no ostracismo). Eles são ilustrados com poema e desenho retirados do poema As quatro gares.

As Mulheres
Em seguida, o visitante passa ao próximo ambiente: As Mulheres. Sob as ordens das mulheres / Contra as ordens dos homens, o módulo faz uma contraposição do patriarcado paulista com o matriarcado de Oswald, do qual as mulheres compõem uma maravilhosa galeria. Etiquetas informarão nomes de cada uma e brevíssimos resumos da relação com Oswald.

Semana de Arte Moderna
Neste módulo, a Semana de Arte Moderna de 1922 é acompanhada de afirmações de Oswald sobre o movimento em diversas datas. Ele fica em frente ao módulo Pau Brasil, que apresenta em contrapondo Oswald, Paulo Prado, Tarsila e Blaise Cendrars. Ele será ilustrado com pílulas do “Manifesto Pau Brasil” com legendas – títulos. Jogando com eles, as imagens devem formar uma espécie de terceiro elemento.

Descoberta do Brasil
Uma nota antiga de mil Cruzeiros com a figura de Pedro Álvares Cabral recebe o carimbo do artista plástico Cildo Meirelles: “O culpado de tudo”. Neste módulo estarão em evidência as cenas da colonização: descoberta, catequese, escravidão. E também os personagens: Zé Pereira e o bumbo do carnaval; Gonçalves Dias e o indianismo romântico; e o engenho do açúcar cozinhando escravos.

Praça da Apoteose
Nesta praça o visitante viajará pelos seguintes módulos:
1. Finanças: Crack (Crise do café) – Imagens da crise de 1929.
2. Manifesto Antropófago – Reprodução integral do texto com passagens saltando visualmente do conjunto, maiores e em cores.
3. Traição de Classe – Fonte: “João Miramar” / “Serafim Ponte Grande”.
4. Traição de Classe – Fonte: “O Homem do Povo”.
5. MariOswald – Frases: contraponto das duas personalidades.
6. Totem & Tabu.
7. Pós Oswald – O legado de Oswald nas gerações seguintes.
8. Antena da Raça – Afirmações atualíssimas, intempestivas, colhidas em épocas diversas.
9. Na parede do fundo serão projetados fragmentos de filmes baseados na obra de Oswald.
10. Desdobramentos da antropofagia: Zé Celso, Teatro Oficina, Tropicália.
Também na Praça da Apoteose será instado um cenário que reproduzirá a garçonnière onde Oswald produziu “O perfeito cozinheiro das almas deste mundo” – o diário coletivo da garçonnière onde os amigos deixavam poemas, desenhos e recados. Num canto da sala haverá uma mesinha com um abajur com um fac-símile do diário onde os visitantes da exposição poderão deixar seu recado.

Língua Pátria
O corredor de saída da exposição, denominado Língua Pátria, terá poemas estrategicamente colocados nas paredes entre as janelas voltadas para o Jardim da Luz.

Banheiro
Nos banheiros do museu será instalada seleção de frases ligeiramente pornográficas de Oswald.

Trilhos
Todo o perímetro da exposição será circundado por painéis suspensos em um trilho contínuo fixado no teto. Estes painéis conterão frases emblemáticas de Oswald como “Tupi ou not Tupi, that is the Question” ou “Eu menti”. Elas percorrerão a exposição lentamente e os visitantes as encontrarão em diferentes momentos. A cada encontro, as frases assumirão um significado relativo àquele momento da obra oswaldiana.

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