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Dois eventos literários no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

Trata-se do Conexões Itaú Cultural e dos Encontros de Interrogação

– 29/11/2009

Dois eventos literários acontecem no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Av. Pasteur, 250, 2º andar, Praia Vermelha – Rio de Janeiro, RJ), nos mesmos dias (1/12 e 2/12), mas em horários diferentes. Trata-se do Conexões Itaú Cultural e dos Encontros de Interrogação. As mesas dos dois eventos serão transmitidas ao vivo pelo http://www.forum.ufrj.br. Maiores informações pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 11 8405-4664.

II Conexões Itaú Cultural – Encontro Internacional de Literatura Brasileira

O evento trata da presença da literatura brasileira no exterior e conta com a presença de pesquisadores e editores estrangeiros. Haverá a apresentação do projeto Mapeamento da Literatura Brasileira no Exterior, um banco de dados que procura quantificar e qualificar de que modo a nossa produção no segmento é trabalhada, vista e entendida. As mesas acontecem nos dias 1 e 2 de dezembro, às 9h30 e às 11h30. Com consultoria e curadoria de Felipe Lindoso e João Cezar de Castro Rocha, o Conexões Itaú Cultural mantém a publicação virtual www.conexoesitaucultural.org.br. Com os dados coletados, pretende discutir neste fórum problemas e soluções referentes ao estudo, tradução e difusão da área no exterior.

Confira a programação:

Terça, 1/12
9h30 – Pesquisar a literatura brasileira contemporânea – Padecer no Paraíso?
O mapeamento da literatura brasileira no exterior revela que a maioria dos entrevistados trabalha com literatura brasileira contemporânea, especialmente a publicada a partir dos anos 80. Esta mesa discute as dificuldades práticas – e teóricas – enfrentadas pelos estudiosos da produção literária brasileira recente. Com Horst Nitschack (Alemanha) pesquisador do Centro de Estudos Culturais Latino-Americanos; Leonardo Tonus (Brasil), professor do Institut d’Études Hispaniques da Université de Paris-Sorbonne; Milton Hatoum (Brasil), escritor; Pedro Meira Monteiro (Brasil), professor do Departamento de Espanhol e Português da Princeton University. Mediação: Beatriz Resende (Brasil), professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do CNPq.

11h30 – Traduzindo o Brasil – Limites e possibilidades
Os tradutores desempenham um papel essencial na difusão da literatura brasileira no exterior: autêntica ponte entre o que se produz em português e os mais variados idiomas. Sem as traduções, os estudos de literatura brasileira seriam ainda mais limitados. O contraste entre a dinâmica do mercado editorial e as políticas públicas de apoio à tradução marcam a discussão sobre as dificuldades e o apoio que deveria ser prestado a esse trabalho. Com: Cliff Landers (EUA); Moacyr Scliar (Brasil), escritor; Pal Ferénc (Hungria), tradutor e professor de literaturas de língua portuguesa na Universidade Eötvös Loránd de Budapeste; Rodolfo Mata (México), tradutor e professor de literatura latino-americana na Universidade Nacional Autônoma do México.  Mediação: Felipe Lindoso (Brasil), antropólogo, jornalista e editor.

Quarta, 2/12
9h30 – Descobrindo o Brasil – Revistas
As revistas literárias têm um papel importante no estado da literatura brasileira. Não apenas são o veículo onde os estudiosos apresentam em primeira mão seus trabalhos, como também publicam traduções e promovem o intercâmbio entre os próprios pesquisadores. Com: Carlos Paulo Martinez Pereiro (Espanha), professor e pesquisadora da Universidad de Compostela; Darlene Sadlier (EUA), professora do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Indiana, onde coordena o programa de português; Leila Lehnen (França), professora do Department of Spanish & Portuguese na University of New Mexico, nos Estados Unidos ; Pedro Serra (Portugal), professor da Faculdade de Filologia na Universidade de Salamanca, na Espanha; editor da revista Estudios Portugueses. Mediação: Claudiney Ferreira (Brasil), gerente do Núcleo de Diálogos do Itaú Cultural;

11h30 – As leituras da literatura brasileira no exterior
A publicação da literatura brasileira no exterior envolve um conjunto de atores. Em primeiro lugar, os autores. Mas sem os agentes literários e os editores o trabalho não chega às mãos dos seus destinatários finais, os leitores. Como se percebe, se lê e se vende literatura brasileira no exterior? Com: Carmen Corral (Espanha), editora e professora, trabalha na Tusquets Editores, onde é responsável pela aquisição de direitos estrangeiros; Lúcia Riff (Brasil), psicóloga de formação, trabalha no mercado editorial e atua desde 1990 na Agência Riff ; Luiz Ruffato (Brasil), jornalista e escritor; Roberto Vecchi (Itália), professor de literatura brasileira e portuguesa na Universidade de Bolonha, onde coordena o Centro de Estudos Pós-Coloniais. Mediação: João Almino, membro da Embaixada do Brasil em Chicago (EUA).


Encontros de Interrogação – Formas de fingir: a criação do escritor brasileiro contemporâneo

O evento analisa a criação literária brasileira contemporânea em vários aspectos, com a participação de 25 convidados, entre escritores, críticos e editores.Com a participação de nomes como Silviano Santiago, Marçal Aquino , Marco Lucchesi, Heloisa Buarque de Holanda, Ferréz e Cristovão Tezza, entre outros, o debate no Rio de Janeiro analisa o horizonte da criação no contexto atual, que transformou o escritor em personagem. Festas literárias, bienais, programas de TV, encontros com o autor, prêmio literários, blogs e twitters deslocaram o foco da invenção ficcional para a persona do autor que expõe seu processo de produção de enredos, protagonistas e versos de feição muitas vezes confessional.

Confira a programação:

Terça, 1/12
15h30 – Criação poética e ficção da inspiração ou O poeta fingidor de Fernando Pessoa é um artífice que, como queria Valéry, transforma o leitor em inspirado?
Que resposta se pode dar hoje à antiga e, por sua recorrência, sempre atual questão sobre a gênese do trabalho poético? Valores antagônicos como inspiração e labor textual podem ser estratégias que atendem às expectativas da crítica e dos leitores? Ao se expor em saraus e festas literárias, o poeta busca adicionar um valor testemunhal ao seu trabalho? Com: Frederico Barbosa (Brasil), poeta e escritor; Marco Lucchesi (Brasil), professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Colégio Brasil, poeta, tradutor; Micheliny Verunshk (Brasil), poeta e escritora. Mediação: Wilberth Salgueiro (Brasil), mestre e doutor em Letras, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras na Universidade Federal do Espírito Santo.

17h30 – Criação e crítica literária ou Existe literatura sem reflexão sobre os processos criativos consagrados pela tradição e pela tradição da ruptura?
O escritor contemporâneo cria pensando em sua inserção nos recortes desenhados pela crítica? Organizar antologias, escrever atendendo a parâmetros acadêmicos e publicar originais em revistas de criação e crítica seria uma forma de controle da recepção – e, no caso de escritores-críticos, de reivindicar modos de leitura de sua própria produção? Com: Heloisa Buarque de Holanda (Brasil), professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e escritora; Ítalo Moriconi (Brasil), poeta, contista, ensaísta, doutor em letras e professor de literatura brasileira e comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mediação: Claudia Nina (Brasil), professora, escritora e jornalista.

19h30 – Criação e confissão ou Como a ficção transtorna a noção de documento, de registro biográfico e da própria história da literatura?
Em que momento o caráter memorialístico de contos e romances se transforma em imaginação? Existe ficção pura, sem enraizamento na história pessoal? E como esse enraizamento coincide com o enraizamento na história literária e suas rubricas (literatura gay, ficção pós-moderna, regionalismo, memorialismo)? Com: Ronaldo Correia de Brito (Brasil), médico, escritor e dramaturgo; Silviano Santiago (Brasil), escritor e critico literário. Mediação: Beatriz Resende (Brasil), professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do CNPq.


Quarta, 2/12
15h30 – Criação e narrativa ou Como o enredo ficcional parte da experiência pessoal sem deixar de se afirmar como ficção?
O escritor decanta sua experiência na literatura ou escreve contra ela, num esforço de esquecimento que faz o triunfo da ficção? A vida dos outros e as vivências individuais determinam a invenção? O escritor “escolhe” acasos e percalços (pessoais, profissionais) que dêem lastro à ficção, que confiram ao texto a autoridade do vivido? Com: Adriana Lisboa (Brasil), escritora; Michel Laub (Brasil), escritor e jornalista. Mediação: Flávio Carneiro (Brasil), escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

17h30 – Criação e edição ou A intervenção do editor sobre o manuscrito altera o estatuto do autor?
Como o editor edita? Os escritores modificam seus originais a partir do olhar crítico de seus editores? Que critérios (literários, mercadológicos) determinam tais intervenções? Existe paralelo entre o editor de livros e a figura, cada vez mais influente (e midiática), do curador de artes visuais? Com: Paulo Roberto Pires (Brasil), editor, escritor, jornalista e professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mediação: Nelson de Oliveira (Brasil), escritor e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo.

19h30 – Criação, leitura e autoria ou Como o escritor identifica tendências e problemas com as quais sintoniza sua literatura?
O escritor leva em conta a existência de questões e gêneros que estão na ordem do dia? Ao flertar com a literatura confessional ou com a literatura policial, o escritor aceita as regras do jogo ou as usa para burlar a expectativa do leitor? A opção por um gênero dilui a responsabilidade autoral ou desafia sua singularidade? Com: Cristovão Tezza (Brasil), escritor e professor da Universidade Federal do Paraná; Ana Paula Maia (Brasil), escritora. Mediação: Manuel da Costa Pinto (Brasil), é jornalista, editor dos programas Entrelinhas e Letra Livre (TV Cultura), editor do Guia da Folha – Livros, discos, filmes e colunista da Folha de S.Paulo.

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