Entrevistas

Álvaro Domingues (Página 2)

No seu livro há predominância de microcontos. O que o atrai nessa forma de texto?

O autor deve ter um poder de síntese para criar uma história curta que leve o leitor a pensar. O Twitter está aí. Dizer algo que vale a pena ser lido em 140 caracteres é um bom exercício de criatividade.


Por que o título do seu livro é Sombras e sonhos?

Uma boa parte dos textos fala de sonhos no sentido psicanalítico, ou seja, o que sonhamos ao dormir com conteúdo altamente simbólico. Neste sentido, a ciência predominante nos meus textos é a psicologia.

Sombras é relativo a alguns contos com conotação sombria, em que toco nos medos do ser humano, em especial o medo da morte.


Poderia falar sobre a sua produção poética?

A poesia teve um jeito engraçado de entrar na minha vida. Eu detestava poesia, por ter tido o primeiro contato com ela na escola e, na época, me parecia “coisa de menina”. Quando comecei a gostar, ao ler Álvares de Azevedo e Manuel Bandeira, me senti incapaz de produzir algo que se aproximasse daquilo. Meu primeiro poema surgiu apenas no ano 2000, após ter tido coragem de postá-lo num grupo de escritores na internet e de ter sido bastante elogiado.

O que eu busco normalmente nos meus poemas é gerar um sentimento no leitor a partir de metáforas e sons.


Você segue algum ritual na hora de escrever?

Eu simplesmente escrevo.


Quais escritores influenciam o seu trabalho?

Ray Bradbury, Neil Gaiman, Michael Hende são os mais flagrantes. Do mainstream brasileiro, sem dúvida um pouquinho de Machado de Assis. Mas procuro ler muito, sobretudo meus pares, escritores novos e antigos da FC [ficção científica] e fantasia brasileiras: Roberto Causo, Jorge Luiz Calife, Rubens Teixeira Scavone, André Carneiro, Giulia Moon, Martha Argel, entre outros.


Que conselho daria aos escritores iniciantes?

Leiam muito e escrevam. Pesquisem sobre o assunto que pretendem escrever.


Está trabalhando no seu próximo livro?

Sim. Pretendo escrever um romance que mistura fantasia e FC.


ÁLVARO DOMINGUES INDICA

TRILOGIA PADRÕES DE CONTATO
(Jorge Luiz Calife, Devir)
Jorge Luiz Calife colocou a FC brasileira no cenário mundial, e este livro é sua obra prima. Divertidíssimo.

FUNDAÇÃO (TRILOGIA)
(Isaac Asimov, Aleph)
Este livro (sic) é um marco na FC mundial e muito importante na obra de Asimov. Obrigatório.

O HOMEM DUPLO
(Phillip K. Dick, Rocco)
Dick é sempre uma excelente referencia para quem curte FC inteligente.

Comentários (1)
  1. Sonia Carneiro leão

    08 de dezembro de 2010 - 10:47

    Álvaro é um escritor de talento, interessado nas novas formas de dramaturgia e criador de novas possibilidades de expressões de sentimentos, de pensamentos e da análise das realidades através da literatura ficcional e fantástica.
    Sonia

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